Mundo das Trevas

[Crônica] Um mundo de Trevas (ingame)

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Criado por AndBecker :: 46 posts :: 1554 exibições

Cobb está em seu quarto, sentado numa poltrona confortável sentindo uma angústia que há tempos não sentia. O coração inquieto não trazia medo, somente uma sessação de prisão.

As luzes do quarto começam a apagar e acender, numa interminência rápida, então pifam. Deixando Cobb na completa escuridão. Um celular começa a vibrar, e segundos depois toca a marcha fúnebre como toque, então Cobb percebe que o celular no tapete, próximo ao pé da cama não é o dele. O aparelho continua tocando, e Cobb só vê a luz do display em sua poltrona, no resto, tudo é trevas.

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Carlos Joseph - em off: no aguardo da história do personagem para cena inicial




"Não procure piedade em meus olhos... você não vai encontrar..."
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mais de 1 ano

Com a cabeça erguida, olhando o celular por baixo dos óculos escuros (que usa quando se sente angustiado, independente do lugar e do horário), eu estalo com os dedos na guarda da poltrona, esperando alguma resposta das luzes... o réquiem está quase chegando em seu primeiro grande momento, mas eu sei que isso significa já ter dado seis toques. Com a calma de um predador e a serenidade de uma presa, me apoio nos braços para me erguer da cadeira, enquanto as luzes piscam e lançam no chão, pela última vez, minha sombra.... sombra da qual sempre tive medo, pedaço de trevas comprova minha condição...

o celular vibra e toca, a marcha fúnebre chega no oitavo toque... quanta persistência, e o meu dedo é guiado quase que instintivamente ao botão verde:

-alô?

 




mais de 1 ano
Em resposta a bdorneles - Ver notícia

- Mr. Fischer... é um prazer ouvir a sua voz.

Uma voz masculina e envelhecida, desconhecida para Cobb, começa o diálogo.

- Soube dos seus trabalhos, e gostaria de informar que o senhor será devidamente punido. As vozes virão cobrar a divída que tens.

Tinha um quê de rouquidão, mas parecia cansaço, a voz reveleva pouco, talvez somente o tom de uma conversa séria. Então o interlocutor ficou mudo, esperando a resposta.




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mais de 1 ano

Um sorriso com um lado da boca, a mão reserva tirando os óculos e pousando-os abaixo do abajur do criado mudo.


"Amarguras de um homem traído? teria eu ganho o dinheiro deste homem através de sua mulher?"

- Seu prazer ao ouvir minha voz equipara-se ao prazer de sua mulher quando me tinha entre suas pernas? ou falamos de um prazer na sua etimologia mais formal? São apenas negócios amigo, se tiver algum problema com sua esposa converse com ela e não comigo.



mais de 1 ano

Cobb

A ligação continua ativa enquanto Fischer provoca o desconhecido, mas este ouve em silêncio. E continua em seguida:

- Teus pecados estão além da carne, o sangue que escorre de tuas mãos clama por justiça desde a terra.

O desconhecido faz uma pausa em silencio e desliga em seguida, deixando Cobb em meio a trevas, com um mal agouro...

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Carlos

Nova Iorque faz algumas celebrações brasileiras por ano, e na última delas Carlos conheceu uma mulher que estava angustiada com o sumiço da filha. Na ocasião o detetive lhe entregou seu cartão, esperando uma ligação, mas o que houve foi uma visita.

A brasileira era jovem e bonita, mas com um olhar triste, vazio. Chegou na porta de seu escritório e ficou parada, incapaz de entrar e pedir ajuda, Carlos lombrou-se da moça no intante em que a viu, enquanto tomava um café sentado na poltrona.




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O café, amargo como sempre, deixava Carlos mais calmo, porém a visita inesperada da moça lhe deixou intrigado, além disso a mesma lhe lembrava muito Rachel: "Todas lembram ela, não é mesmo...." (pensou consigo em tom sarcástico). Fitou-a por um momento e disse:

- Não esperava uma visita sua tão cedo, pelo visto as coisas estão sérias.



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mais de 1 ano

"O silêncio da voz não me fez estremecer. O silêncio não me estremece, o silêncio me alimenta, me apazigua... por que com este é diferente? por que de repente sinto meus pêlos da nuca se ourissarem e minhas narinas se dilatarem?"

 

com um esforço sobrenatural para controlar a mão que teima em tremer por um medo aparentemente sem fonte, desligo o telefone como com qualquer ligação e procuro ligações anteriores, fotos e arquivos salvos em um possível cartão de memória.



mais de 1 ano

Cobb

A energia volta e as luzes se acendem, Cobb examina o celular [teste raciocinio + investigação (chance roll) >> http://sheetgen.dalines.net/wiki/WikiDiceRoller ], e enquanto faz isso seu iphone começa a chamar.

Carlos

A mulher enche os olhos de lágrimas antes de entrar e  desabafar:

- Ninguém sabe da minha filha senhor Carlos, o que eu vou fazer sem minha menina? O senhor tem que me ajudar! eu estava pagando o homem da barraca de algodão doces, foi somente um instante... - as lágrimas rolavam sem cessar, e a moça começou a soluçar...




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Perplexo com o desespero da mulher e tentando acalmá-la, "taí outra parte que eu odeio nesse trabalho... ser paciente com os outros", começo meu copioso discurso:

- Alcame-se.... alcame-se. Explique-se direito e com mais calma. Mas antes eu quero saber se vc conhece alguém q teria motivos para fazer mal a ela ou a vc ou se algum estranho já mostrou demasiado interesse nela - malditos pedófilos - algo fora do comum????

"É, pelo visto não poderei visitar a mamãe no hospital hj, q droga ela ficará chateada"...



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Carlos

- Se conheço alguem que nos queira mal??? Isabella é um doce de menina sr. Carlos, nós somos uma familia humilde não temos convivio social com muitos daqui....

A moça pára um instante para refletir sobre suas perguntas...

- Algum estranho??? são tantos os estranhos nesta terra... Talvez um rapaz loiro, um fotografo que insistia para fazer o "livro" de minha menina...O que eu faço? a policia  não sabe de nada! ah que vida triste é a minha sem  a minha menina... - as lágrimas voltam a descer e a mãe fica ali desconsolada....




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