Mundo das Trevas

O Mundo das Trevas na Idade Média

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Criado por rafahygino :: 13 posts :: 699 exibições

 

 

Tendo essa conversa com jrmariano nos comentários de outro artigo:


- jrmariano: Se quiserem podem dar uma vista de olhos nos dois livros "Ancient Mysteries" e "Ancient Bloodlines" de Requiem que têm material sobre a idade média (discussão da ambientação e regras adicionais, inluindo novas linhas-de-sangue.

Especialmente interessante é o capítulo sobre o efeito dos Descobrimentos Portugueses na expansão dos Vampiros e o seu papel na criação de uma linha-de-sangue própria chamada "Grémio de Corajoso" e sua disciplina "Linagem" (que como vêem está cheia de erros ortográficos, eh eh).

Um dia destes gostava de escrever um texto que complementasse esse capítulo incluindo uma narração em personagem em como os novos vampiros não percebem nada de línguas estrangeiras e mais "arcaicas". :D

E quem diz Descobertas diz também um capítulo sobre Portugal e as Reconquistas, claro, usando o excelente Iberia by Night como referência. :)


-jrmariano: Boa, reparei em alguns erros ortográficos de minha parte num comentário a criticar os erros dos não-falantes do Português, eh eh. "Ai, a Hubris!"


- rafahygino: hauhua

legal ^^

Tenho especial interesse em narrar uma aventura na Idade Média, mas usando Changeling e Mago, mais do que Vampiro. A Reconquista e o Descobrimento do Brasil seriam ótimos para um cenário do MdT.

-rafahygino: Inclusive porque o Donatário da Capitania do Espírito Santo (onde eu moro), lutou na Ásia e na África também. Que aventuras ele teria vivido? Que Changelings exóticos teria encontrado e que segredos ancestrais ele poderia ter trazido consigo, junto com as marcas de batalhas contra os infiéis em terras distantes.

jrmariano, topas começar um projeto para escrever sobre o assunto?


Bem, eu sou um leigo em História, especialmente na do Brasil (parece estranho mas é verdade!) mas não me importava de colaborar num projecto desses. Por acaso também gosto muito de ambos Changeling e Mago na versão novo MdT.

Bastou você falar em Espírito Santo e lembrei-me do culto do Espírito Santo das ilhas portuguesas que tem bastante a ver com os Guardiões do Véu e o seu enviado messiânico (o Hierofante). Conhece?

-jrmariano: Ah, e relacionado com isso estou-me a lembrar de um material que gostava de escrever acerca do encontro em Lisboa entre Fernando Pessoa e Alesteir Crowley (o mago infame inglês) e o seu suicídio "encenado" na Boca do Inferno (uma falésia que se abre sobre o mar) em Sintra, perto de Lisboa.

De qualquer modo eu estou disponível para escrever alguma coisa apesar de a minha vontade ser um pouco inconstante. :P

 

Então, resolvi abrir esse tópico para discussão.



mais de 1 ano

Atualmente estou montando uma disciplina para o Estágio de Docência na UFES, ela terá como eixo central o fim do Império Romano e o fim do Medievo, pesquiso especialmente o norte de Portugal (que não exisitia ainda), onde se estabeleceu o Reino Germânico dos Suevos.

Por isso, posso ajudar com o contexto histórico. Quem estiver disposto a contribuir poderia ajudar com a leitura "sobrenatural" daqueles eventos. Não precisamos nos prender ao século V, poderíamos fazer como no outro tópico do fórum sobre ganchos de aventuras. Dessa maneira, quando estivermos inspirados colocamos um tópico para discutir um "episódio" da História, que poderia ir da Grécia Antiga, até a Guerra Fria.

O que vocês acham? Voluntários?!?



mais de 1 ano

Bem, eu estou a fim de ajudar, claro. De notar que o material do Ancient Mysteries e Bloodlines acerca da idade média é relativo ao séc. 10.



http://sopadorpg.wordpress.com - Um roleplayer entre Setúbal e Almeirim

mais de 1 ano

De qualquer modo excelente iniciativa, claro. Acho que você misturou no post inicial umas ideias relativas ao período presente mas de qualquer modo vamos lá abrir a discussão. Já leu os capítulos correspondentes aos livros que referi?



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mais de 1 ano

Ainda não li os trechos referentes aos livros de vampiro citados. Conto com você para complementar o cenário histórico com o aporte de quem os leu.

Vou começar a brincadeira com um texto de São Gildas na Bretanha do século VI:

 

Eu deveria, portanto, omitir aqueles erros antigos comuns a todas as nações da Terra, nas quais, antes de Cristo vir à carne, todos os seres humanos foram limitados; eu deveria enumerar aqueles diabólicos ídolos de meu país, os quais quase excederam em número os do Egito e dos quais nós ainda vemos alguns em ruínas dentro ou fora dos templos abandonados, com características obstinadas e deformadas, como é costumeiro. Mas nem vou clamar sobre as montanhas, fontes, colinas ou sobre os rios, os quais agora são subservientes ao uso do homem, mas que uma vez foram uma abominação e destruição para eles, e para os quais o povo cego prestou honra divina.

S. Gildas A Destruição Britânica e Sua Conquista. II.4. Bruno Oliveira (Trad.) In_COSTA, Ricardo. Testemunhos da História. Vitória: EDUFES, 2002. p. 122

 

Agora, a que segredos ancestrais o santo escriba se refere? O que quis dizer com "montanhas, fontes, colinas e rios" sendo a destruição dos homens? Isso tem relação com os templos diabólicos que agora jazem em ruínas?



mais de 1 ano

Ah, mas sabe como a Igreja sempre considera demoníacos todos os cultos além do seu, eh eh. Aliás a maioria das fontes "fantásticas" para influências sobrenaturais que a idade média nos providencia é a demonização dos mitos e lendas locais ou o apontar os milagres "oportunos" ocorridos dentro de cada reino. O texto de São Gildas é um exemplo do primeiro e o por exemplo o Milagre de Ourique é um exemplo do segundo.



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mais de 1 ano

A questão é quais são obra dos "monstros" e quais provém do engenho humano?



http://sopadorpg.wordpress.com - Um roleplayer entre Setúbal e Almeirim

mais de 1 ano

O que surpreende o santo das gélidas ilhas do Norte, é a abundancia de templos e ídolos em ruínas. Talvez em sua mente, ele ouça o som dos tambores pagãos com muita vivacidade e pense ver de relance a luz de uma chama refletindo nas paredes do templo, ser interrompida pela silhueta de um dançarino adorador dos deuses antigos.

Curioso, ele não pode se furtar a falar sobre o assunto, ainda que sinta inclinação para omití-lo. Além disso, a nova maneira de se relacionar coma natureza, será que os Uratha teriam fechado o Dromo?



mais de 1 ano

No caso de Portugal são também interessantes os deuses dos Lusitanos dos quais pouco se sabe a não ser os nomes e os títulos atribuidos pela Romanização. Porque será que seus nomes foram tão corrompidos além da memória humana? Será que foram propositadamente esquiecidos?

E o que dizer do "Povo das Serpentes" (ou Dragões), os "Ophi", que Rufus Avienus Festus relatou viveram durante tempo na costa norte e ocidental do território português? Qual será a relação entre estes e os menires decorados de formas serpentinas? Serão os sacerdotes dos dragões da cidade mítica perdida no tempo e no espaço?

Mas já agora como você imagina a colaboração? Um texto? Um suplemento? Só para a Idade Média? Só Portugal ou em conjunto com a Ibéria?



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mais de 1 ano

Os adoradores da "Serpe Real" que adornava a coroa do Rei dos Lusitanos, poderiam muito bem serem o que o livro de Changeling define como "loyalist" na p´g. 262, um Trocado que servem seus antigos Captores.

Nos tempos imemoriais, quando os lusitanos construíram seus Oppida sobre as colinas, estranhos True Fae se arrastavam para fora da Sebe e deixaram registros nos pesadelos traumáticos daqueles que lhes prestavam temerosa reverência.

O que imaginar de entidades como biafelaesurraecus, Ahoparaligomenus e Crougintoudadigoa

@jrmariano, nós poderíamos fazer o seguinte: eleger uma localidade portuguesa para adaptar como mini-cenário. Uma sugestão possível é a cidade de Bracara Augusta (Braga) no século V, contexto das invasões germânicas. Esse é o recorte temporal e espacial da minha dissertação, então eu posso colaborar com mapas e outras coisas. Contudo, estou aberto a sugestões, poderíamos apenas privilegiar Portugal, porque faz parte do nosso passado em comum. O que acha?



mais de 1 ano

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